Nancy-Strubbe

um blog a fingir que é

O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. ......... Fernando Pessoa

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1/31/2006

Sirventês

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Do que sabia nulha ren non sei,
polo mundo, que vej’assi andar;
e, quando i cuido, ei log’a cuidar,
per boa fé, o que nunca cuidei,
ca vej’agora o que nunca vi
e ouço cousas que nunca oí.


Aqueste mundo, par Deus, non é tal
qual eu vi outro, non á gran sazon,
aquel desej’e esto quero mal,
ca vej’agora o que nunca vi
e ouço cousas que nunca oí.


E non receo mha morte por en,
E, Deus lo sabe, querria morrer,
Ca non vejo de que aja prazer,
Nen sei amigo de que diga ben,
ca vej’agora o que nunca vi
e ouço cousas que nunca oí.


E, se me a mim Deus quisess’atender,
per boa fé ûa pouca razon,
eu post’avia no meu coraçon
de nunca já mais neûn ben fazer,
ca vej’agora o que nunca vi
e ouço cousas que nunca oí.


E non daria ren por viver i
en este mundo mais do que vivi.



Pêro Gomes Barroso

2 Comments:

Blogger Lmatta said...

gosto muito deste poema
beijocas gordas

01 fevereiro, 2006  
Blogger Lmatta said...

beijocas

01 fevereiro, 2006  

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